maio 25, 2010

Depois da chuva



Acordei em uma manhã cinzenta com a cabeça nublada. Não chovia e nem brilhava sol. E quanto mais eu pensava mais as ideias se topavam, até que trovejava. Então, a chuva transbordando pelos olhos. Um temporal salgado que movia todos os músculos de meu rosto e me deixou encharcada. Meu coração palpitava nervoso, apertado, cheio de angústias. minhas mãos eram levadas a inundação da face involuntariamente. E lá onde o nublado se tornara chuva, eu pensava "o que está acontecendo?". As respostas vinham a galope e eu fechava os olhos, deixando-as passar. Queria que fossem outras, não aquelas. E cada vez chovia mais... até que parei de pensar. "Chega!", gritei a mim mesma. Logo vi uma resposta vindo de longe; parecia calma, querendo sussurrar o que representava sua chegada em meu peito com cuidado. Parei pra ouvi-la, tentei decodificá-la e aqui estou, eu, a trabalhá-la.

fevereiro 23, 2010

dois


era uma casa aconchegante em um simpático vilarejo. na sala, a lenha dentro da lareira queimava, enquanto o chocolate quente era preparado na cozinha. no sofá havia muito amor entre dois apaixonados. o vidro da janela agrupava neve em flocos belíssimos de olhar. e era só. era muito. era tudo. intimidade, olhar, sorriso, felicidade, inverno, carinho, amor, à dois.

janeiro 28, 2010

de novo?

um silêncio profundo. uma, duas, três, tantas mágoas escondidas atrás de um sorriso. a razão é incompreensível, as verdades são tão inaceitáveis quanto dor de saudade de quem já nos feriu. sentir-se um forasteiro dentro do próprio lar, um prisioneiro no próprio corpo. apelar para a fuga. não sentir-se capaz ou forte. sentir-se impotente e sem controle de si mesmo. afinal, de onde vem as lágrimas até chegarem aos olhos?

janeiro 21, 2010

dreaming my dreams


"all the things you said to me today,
changed my perspective in every way
these things cause it mean so much to me
into my faith you and you're baby. it's out there...
if you want me i’ll be here. it's out there...
i’ll be dreaming my dreams with you
and there's no other place that i'd lay down my face
i'll be dreaming my dreams with you
it's out there... if you want me i'll be here
i'll be dreaming my dreams with you
and there's no other place that i'd lay down my face
i'll be dreaming my dreams with you."

janeiro 19, 2010

sonhos não são de vidro


me encontrei confusa por algumas horas e uns tantos dias. me encontrei em paz com os olhos fechados, me levando para lugares que ainda não conheço. a alma está mais leve, o pensamento mais sensato e os planos cada vez mais cheios de amor, conquistas e etapas vencidas. me encontrei caminhando na rua em dias de chuva, deixando os pés úmidos e observando a vidraça ficar respingada. me encontrei ao sonhar com as possibilidades e não deixar que as lágrimas da normal imperfeição me convençam a desistir de lutar por algo que meu coração acredita. me encontrei antes de me perder.

dezembro 30, 2009

LIFE IS SO DISAPPOINTING...

novembro 28, 2009

Ímpeto

Desse sonho tu não fazes parte. Não fazem parte tuas mãos, teu sorriso, teu abraço, teu cabelo, teu calor, tua personalidade, tuas implicâncias, teus defeitos, tuas virtudes, tua cabeça minúscula, tua ignorância incurável, teu orgulho triste não faz parte. Nada que te descreve.

Obrigada! Agradeço por ter me provado que não fazes mais parte de mim em nenhum sentido, em nenhum fragmento. Talvez no passado, mas só lá.

Pode me chamar de instável, difícil, hipócrita... Eu prefiro me chamar de sincera. Com os dois pés adiante. Em frente. Focada. Desculpa, mas desse sonho tu não fazes parte. E nunca fizeste.

julho 20, 2009

que assim seja

que enfeites, com teu sorriso, o meu mundo
que tragas, nos teus olhos, brilho para iluminá-lo
que, quando eu quiser destruir o todo, tenhas força para segurar-me
que transbordes carinho enquanto, em teu colo, eu deitar
que tires de mim o que eu guardo em segredo, só para me arrancar risadas
que existas, não apenas em minha visão
que chegues com um abraço guardado no bolso
e que permaneças, não somente em minhas noites
não me queiras pela metade,
que nunca saberás qual de mim quiseste.

junho 14, 2009

fora, metáfora

há algumas noites, antes de dormir, suplicava não estar apaixonada. obcecada. triste. agradecia ao universo por estar longe daquela dor e tão perto de não lembrar. e não fazem muitas tardes, eu recebia o presente que precisava: o tombo. foi quando acordei. foi quando voltei a ser e agir "como sempre". levantei devagar, tentando organizar os pensamentos, assimilar cada passo dado antes de tal queda. e aí, aconteceu: reergui a mente. não caminhei, corri. corri contra o vento, fazendo-o ficar a meu favor. corri com ira nos olhos e velocidade na força. alcancei o ponto de chegada. cumpri a missão que me fora dada. de repente, passei a enxergar o sol como apenas mais uma estrela. e me dei conta que minhas súplicas foram atendidas - mais rápido do que esperava. minha sombra se esforçava para me alcançar, meus passos flutuavam sedentos por liberdade. eu abandonei aquele lugar. eu abandonei aquele eu. eu abandonei quem eu esperava me abandonar. então, joguei no fogo aquele livro de tão poucas páginas, tão pequeno e sem conteúdo. e como um grito no ar, eu voltei para mim.